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ProvisórioNotas breves sobre dias desinteressantes 4月6日 Noites de outonoFaz tempo que começou o outono; faz tempo que, para não ter de expressar o que há de mais sombrio em meus dias, e fazer de certa forma minhas dores diminuírem ou não terem terreno fértil para crescer, que não escrevo por aqui. Preferi, em face aos últimos acontecimentos, recolher-me a paisagens novas, fazer o possível para o que aconteça se converta em algo diferente, menos carregado das intensidade que tudo acaba assumindo para mim. Me qualificaram, nesses últimos dias, desde os mais próximos aos mais distantes, de formas que aparentemente eram diferentes, mas que no fundo queriam dizer a mesmas coisa: sou uma combinação bizarra da fina flor da grosseria com uma capacidade irritante de agradar e fazer aos outros sentirem o peso que o mundo tem para mim. Ou algo assim. No fundo, isto importa menos do que parece: as lentes dos outros, próximos ou distantes, sempre será desfocada. O jeito é seguir, cantando ou não, o coro daqueles que querem fazer algo diferente do que as circunstâncias empurram.
Mas tá difícil. 3月12日 Inson(om)iaA coisa se dá assim, por vezes. Ums om de tempos que eram tragados pelas areias temporais, inexoráveis, inesquecíveis, que se devoram assim mesmas, as lembranças. O silêncio e o vazio no peito só faz aumentar...
Vamos, é só mais um dia que tá nascendo, querida! 3月10日 Atabalhoamento É a primeira vez que uso esta palavra. Nada de especial mencionar isto, mas enfim, coisas da vida. O que é improtante mencionar é que ando numa fase de respiro. O ar andou pesado de entrar pulmão a dentro, andei sofrendo muito, desejando coisas que não teria mais nem como me arrepender caso acontecesse. Acho que queria tirar do meu peito a dor que sinto, os silêncios que tenho de sentir, as distãncias que tenho que engolir... Mas hoje, estou algo melhor... No melhor que se é possível num mar de solidão. Tenho o defeito de amar demais. É o defeito mais apaixonante que existe... 3月3日 Eternidade das pequenas coisas Mais uma segunda, mais uma faxina. Foi divertido, cansativo, algo metafísico e um pouco carregado de nostalgia. Refazer a disposição de móveis é uma forma de remodelar os meandros do vivido e tentar melhorar um pouco, desobstruindo janelas (da consciência), arejando os livros (da vida, dos amores possíveis), revisando a revendo (a si e aos outros que em ti habitam...). É como se tivéssemos uma disposição incomum de colocar as coisas não simplesmente nos devidos lugares, mas sim, colocar os lugares por onde passamos nas coisas... E como é bom tatear livros. É como se em cada dedicatória, em cada marca de dedos, nas dobras de leitura na lombada do tomo, em cada coisaisnha e fragmento de pó recuperássemos a emoção original do presente, do passado, das almas que compuseram ou inspiraram as obras que tanto nos comovem. Demasiado humano de novo. 2月27日 Das paisagens Ao som de Bowie, aporto mais uma vez no latifúndio da microSOFT. Porque, por vezes, somos algo marcianos e ainda bem. Por vezes a insistência em nos mantermos sóbrios, normais e cordatos prime demais os sistemas, de idéias e de valores, mas principalmente de desejos. Não somos mesmo muito mais que coisas que desejam e parecem fenecer diante dos nãos do destino. Mas não nos preocupemos: se existe um infinito, certamente é somente para preenchermos com os desejos que não param de ressurgir e nos moldar em humanos: sempre demasiadamente humanos. Os trocadilhos, milenarmente, são formas oblíquas e jocosas de dizer as mesmas coisa grave e circunspecta de forma mais álacre e jovial; nem sempre dá certo, mas a cada tentativa, acho que um anjo sorri. Ah se no mundo meus desejos coubessem! As coisas parecem terem de arrebentar para sabermos o que tem dentro. O problema é se somos nós que precisamos descobrir do que somos feitos... 2月25日 Areias Falei de fluidez já. Agora vou falar das pequenas solidezes da vida. Os grãos que se depositam e que são o resultado das quebras milenares das rochas por águas bilenares. Ou algo assim. Muita coisa se deposita. Muita coisa sedimenta e de tantas coisas de origens diferentes: tudo se deposita, no fundo daquilo que o dissolve. São tantas metáforas que acorrem que não escolherei nenhuma. Deixo as coisas aos poucos se constituírem como grãos de mim, que rolam aos poucos, sendo levados ao fundo, trazidos à tona... oscilando. O sólido também oscila, e de uma certa forma, também flui. Mas de forma radicalmente diferente. Como tudo na vida. Hoje, houve reencontros. Agradáveis sem dúvida. Vamos ver se meu espírito se renova.
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Uma lista um pouco imodesta de filmes
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